quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Silvio Farias - o repórter Barra Pesada


Nascido em 1 de Junho de 1956, em São Luís do Maranhão, o jornalista Sílvio Farias escreveu sua história na comunicação paraense. Embora tenha ficado famoso na televisão como o primeiro repórter do programa de maiores índices de audiência da história do Pará, o Barra Pesada, o jornalista também passou por redações de impressos maranhenses e paraenses e no rádio também fez a diferença na Rádio Clube e na Marajoara AM. Aqui o jornalista Jorge Mendes faz uma homenagem ao confrade e ainda resgata um pouco desta importante personagem da impressa regional.

O último Duelo ao entardecer

Certo dia escrevi um editorial para a revista do programa TOP PARÁ e tinha como Título: - “Mesa de Bar: Uma Terapia de Sucesso”
Neste Editorial, que não publiquei, falo de vários personagens de nossa política, assim como grandes jornalistas que conheci em diversos encontros nos Bares de nossa querida Belém.
Em 1995

Bem, nunca pensei que hoje lembraria deste texto,  numa ocasião como esta.
Com muita tristeza, preciso falar de um grande profissional que saiu de cena, que resolveu viajar pra Paris. Resolveu abandonar os parceiros.
Preciso falar do grande Escriba Silvio Dário de Farias“o Jaguar”.
É verdade.....
Fui surpreendido pelo passamento do grande companheiro!
De férias, só fui saber após seu sepultamento.
Fica na memória, as imagens, as histórias, as aventuras diversas de um homem inteligente  e muito polêmico.
No inicio dos anos 80, fazíamos parte de um movimento de gráficos. Um movimento muito forte em nosso estado, tão forte, que dele surgiram políticos como o companheiro Zé Carlos e Paulo Rocha.
Surgiram também jornalistas oriundos desse movimento.
Em 1980 Fui apresentado ao jornalista Carioca Abílio Farias, ele chegou em Belém trazido pelo Mega empresário Jair Bernardino. Eu era desenhista do Grupo Belauto e passei a ser o arte finalista do comunicado Belfatos que era o jornal Interno das empresas do Jair Bernardino.
Abílio, foi um profissional que junto com seu irmão Silvio Farias  revolucionaram  a história do jornalismo televisivo no nosso estado.
Em 1982 conheci o jornalista Silvio Farias, irmão do Abílio que chegara de São Luis. Neste tempo, costumávamos reunir no final do expediente no Bar do amigo Roberto Cunha, que apelidei de  “Casa Mal Iluminada”

Barra Pesada
Nos anos 90, o auge do Barra Pesada

O Silvio, todas as vezes que reuníamos para molhar o verbo, falava do projeto de um novo programa de Televisão que ele tinha certeza que iria dar certo aqui em Belém, seguindo alguns moldes de programas de rede nacional, mas adaptando outros estilos. O projeto se executado, na época, se chamaria “Barra Pesada”
Esses encontros marcantes aconteciam não só na casa mal Iluminada mas no Maracaíbo, Pianos Bar, Pisco, Bar do Parque,  e outros tantos. A gente ainda podia amanhecer na frente do Lapinha do amigo Alencar, falando de assuntos diversos para depois fretar um táxi para a Ilha do Outeiro, sem medo de assaltos ou Balas perdidas.
Veio a TV Manchete, Abílio Farias passou a chefe de jornalismo, gerenciado pelo companheiro Gerson Nogueira que transformou o projeto de TV discutido em vários encontros dos bares em realidade.
A direção da TV RBA acreditou no projeto e assim nascia em 1990 o maior Programa Regional da televisão Paraense O Barra Pesada que viveu seu grande momento na apresentação de Ronaldo Porto e Célia Pinho, com grande suporte de bastidores.
O Silvio Farias se transformou no maior repórter da emissora realizando reportagens especiais para a Rede exibida em todo o Brasil. O Projeto do Silvio estava no ar.

No rádio as artes

Silvio Farias 
 O Silvio também apresentou por mais de dois anos, o “Programa Bandeira 2” da Rádio Clube que era exibido de segunda à sexta de 20:00 às 22:00h. Também apresentou a “Patrulha da Cidade” na Rádio Marajoara na companhia do radialista Guto Braga, Trabalhou no “Jornal Popular” do jornalista Silas Assis.
Silvio Farias foi premiado no Arte Pará com uma pintura abstrata, que não lembro o tema; quadro a óleo, uma de suas habilidades....“Sua veia de Van Gog”
Enfim, falar do Silvio é fácil porque quem conheceu, sabe que ele tinha muitas habilidades. Quando estava pra escrever não tinha pra ninguém, quando estava pra fazer confusão era melhor sair de perto, Incorporava o “Cacique Nuvem Pesada”. Quando resolvia tocar violão, Charles Anjo 47,  rolava muito aço até o amanhecer.
Jorge Mendes
 Tem muita coisa pra gente falar desse parceiro fanfarrão que também foi Lobo do Mar. Tem a reportagem em Castelo dos Sonhos, O Duelo ao Entardecer que não aconteceu no Mangas Bar,  e outras, que contarei em uma próxima ocasião.
O Companheiro Dorivaldo Albuquerque que me corrija....

Texto: jornalista Jorge Mendes



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Rui Guimarães - “Comentarista de um Novo Tempo”

Rui Guilherme Rocha Guimarães começou na profissão aos 14 anos, em 1969. Na época ele era “foca”, buscando notícia dos clubes, como fazem os setoristas, sendo que Rui apenas apenas colhia as informações e repassava aos redatores e locutores esportivos e não falava aos microfones. “Na rádio o Carlos Estácio que apresentava o Cartaz Esportivo dava as informações. Dizia-se o nome de quem foi busca-las, Só fui falar ao microfone com quase 17 anos”, relembra ele.
Por falar em Carlos Estácio, este era amigo do pai de Rui, Loreto Guimarães quando surgiu uma vaga e assim surgiu a indicação para um teste que o jovem, apaixonado por futebol, tratou de agarrar com unhas e dentes. E assim ficou como repórter na Rádio Clube até passar num concurso público do Banpará. Transferindo-se para trabalhar num banco em Santarém, Rui Guimarães conciliou o serviço público com a de locutor na emissora local, a Rádio Rural. Era o amor pelo rádio falando mais alto. Nascia ali o comentarista esportivo.
Atualmente o “Comentarista de um Novo Tempo” se destaca não apenas no rádio mas também na RBATV.  




Cláudio Guimarães - Bola pra Frente

Ele fez parte de um timaço de comunicadores esportivos liderados por Carlos Cidon na Equipe Legal da Liberal. Claudio Guimaraes já passou por outros prefixos, mas é na Rádio Clube que o “Bola Pra Frente” se destaca como um dos maiores narradores do Pará.
Segundo o comandante da equipe esportiva da Radio Clube, Guilherme Guerriro, Claudio faz parte de uma geração de narradores clássicos. Desta categoria também fazem parte Ivo Amaral e Jorge Luís, e são raridade. “Existem narradores mais clássicos, que são os narradores lineares que a gente chama, são aqueles narradores que narram todo tempo da mesma forma, que até na hora do gol narram o gol sem – digamos assim – extravasar muito aquele momento da forma como outros fazem”.
E assim o Bola Pra Frente que também possui uma coluna de mesmo nome  no cadernos de esportes do Diário do Pará inspira narradores mais jovens como Jorge Anderson. Aliás, a inspiração maior de Claudio está dentro de casa, sua filha, a repórter Trisha Guimarães.   

Fonte: Facebook Expedito Leal - O Pará nas Ondas do Rádio 

Chico Chagas – O internacional

 Nascido em 9 de Maio de 1961, era 1976 quando Francisco das Chagas do Nascimento Mendonça trabalhava como locutor num evento com evento da aparelhagem 5ª Dimensão quando  os radialistas Estefânio Nauar e Carlos Castro, empolgados com o desembaraço do rapaz, convidaram-no para ingressar na Rádio Liberal, como repórter policial.
Depois Carlos Cidon o levou para a equipe esportiva. Na 1330, Chico Chagas se destacou como ponta de gol. E com a saída de Raimundo Lima da Equipe Legal, passou a bater ponto como setorista do Paysandu, mas também trabalhou no dia-a-dia de Remo e Tuna Luso.
Chamado “Don Thico” pelo empresário argentino Raul Aguilera, passou por várias emissoras ao longo de quase 40 anos de carreira: Marajaoara, Clube, Maguari, Metropolitana e Timbiras de São Luís-Ma.  
Na “Poderosa”, Chico apresentou por 14 anos o programa “As Ultimas do Esporte”, criado por Claudio Guimaraes. Ele chegou a cobrir jogos da seleção brasileira de futebol em amistosos oficiais, Copas das Confederações e Copas Américas. Também conheceu países da Europa e Arábia Saudita. Tantas viagens pela Radio Clube lhe renderam o apelido de “o Internacional”.
Entre idas e vindas, são quatro vezes na Marajoara. Ao longo de sua carreira a convivência com nomes como Ronaldo Porto, Jurandir Bonifácio, Guilherme Guerreiro e Carlos Santos resultaram em aprendizado na profissão. Tanto que Chagas é hoje um dos maiores nomes do rádio esportivo paraense. 
Atualmente, Chico está no "Timaço da Vitória", comandado por Jorge Luís, na Metropolitana FM.