quarta-feira, 23 de julho de 2014

Aldo Moreno

Na Rádio Metropolitana FM

Aldo Moreno nasceu em Belém no dia 26 de Novembro de 1964. Ainda pequeno foi morar em Salvaterra, mas em 1971 seu pai foi transferido para Tucuruí e ali iniciou sua carreira em 1982, na Rádio Floresta, do empresário Zé Adão. Em 1985 se transferiu para Santarém. Ali o radialista ingressou na Tapajós FM. Mas o sonho do jovem Aldo Moreno era ingressar no rádio ao lado dos seus ídolos das emissoras tradicionais da capital paraense.  E não foi fácil.
Com Jimmy Nith na Marajoara
Já em Belém, Aldo trabalhou nas madrugadas da Liberal FM ao lado de Marcio Rabelo, hoje sucesso na 99 FM. Depois Moreno passou para Província. Ali trabalhou ao lado de outro grande comunicador, Assis Oliveira que foi diretor da Rádio Impereatiz-Ma, onde Aldo também trabalhou.
Não tardou muito para Aldo Moreno ser chamado para ingressar a constelação da 100,9 fm. Nesta emissora ele foi apresentador do Super Tarde, de segunda a sexta. Nesta época o radialista também passou a se desdobrar em outros compromissos na comunicação. Era o resultado do sucesso que o chamava também para a televisão.
A partir daí Aldo também fui locutor off do SBT, apresentador do Pará Rural na TV Record, apresentador do Jornal da Rede TV, Record News.
Desde Maio deste ano Aldo Moreno ingressou na Rádio Metropolitana FM.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Os Cabuçus

Lurdico e Vardico ( de vermelho) marcaram época no rádio de vários Estados. 
 Não dá para lembrar de um sem recordar do outro. Trata-se de dois primos que mais pareciam irmãos. Nilson e Pádua Borges nasceram em Macapá ( AP) e por 23 anos fizeram sucesso no rádio e na TV por onde passaram. E em Belém não foi diferente. Nascido em 13 de Outubro de 1964, Pádua, que faleceu na última quinta-feira, 17, era o Lurdico, seu primo Nilson, o Vardico.
A dupla surgiu em 1992 e conquistou primeiro o público do Amapá com a irreverência de seus personagens, dois ribeirinhos nascidos na região Norte.  Lurdico e o primo Vardico eram conhecidos como Os Cabuçus.
Juntos, os "Cabuçus" começaram protagonizando um programa de rádio na Antena 1 ( 102 FM) transmitido diariamente das 17h às 19h até o falcimento de Lurdico. Eles também estrelaram peças teatrais por meio da peça “O Bar Caboclo”, produzida pelo diretor Disney Silva, e o programa de televisão "Os Cabuçus na TV".
O sucesso dos dois ultrapassou o rio Amazonas e chegou ao Pará e a outros estados. Em Belém marcaram época nos anos 90 e 2000 passando pela TVM e rádios Marajoara e Rauland.
Pádua e Nilson conquistaram vários prêmios com seus personagens. Os Cabuçus gravaram 4 CD’s e ainda lançaram uma revista em quadrinhos. No ano passado a dupla ganhou a estatueta Tucujú de Ouro como destaque no humor.
                

sábado, 19 de julho de 2014

José Vieira

Nascido em Irituia no dia 6 de Junho de 1961, José Maria Vieira começou sua carreira na Rádio Guajará AM, hoje Boas Novas, no início da década de 1980. Naquela época, com 18 anos, participou do programa revelando talentos, apresentado por Jota Serrão e que dava oportunidade para quem pretendia ser radialista.Desde criança, em sua terra natal, ouvia muito as rádios Clube e Marajoara, e gostava muito dos Primazes da Notícia, apresentado por Antunes de Carvalho e Ronald Pastor, com quem ele teve o prazer de trabalhar na Rádio Cultura.
Residindo em Belém, ainda adolescente para estudar, decidiu participar do programa do Jota Serrão(Guajará). Dos 20 candidatos, ficou entre os quatro finalistas. Desses, dois foram classificados, um para apresentador e outro para noticiarista.
Na época, o Jota Serrão era também o locutor/noticiarista da Rádio Guajará e ainda trabalhava na Rádio Cultura do Pará como narrador esportivo, quando viajava sempre. Numa viagem longa que fez, o substituiu na Guajará, nos noticiários, e logo depois, foi contratado. Mas ficou pouco tempo na Rádio Guajará, porque em outubro de 1982, conheceu a diretora da Rádio Educadora de Bragança, a Irmã Souza, que o convidou para trabalhar na Educadora como locutor comercial e apresentador do programa Matinal Show da Manhã. Ficou na Rádio Educadora até 1983.
Em 1984 retornou a Belém e ingressou na Rádio Cultura do Pará, antes OT(onda tropical), atualmente FM, aonde está até hoje, sempre atuando no radiojornalismo. São mais de 30 anos de Cultura.
Em 2000 também trabalhou na Rádio Clube, onde permaneceu por dois anos e depois retornou em 2006. Durante esses anos todos, teve grandes mestres do radiojornalismo AM, como Antunes de Carvalho, Hamilton Pinheiro, Ronald Pastor, e muitos outros.
Blog: Moreno Cris


Euclides Coelho - De volta aos bons tempos


Euclides Coelho é uma cria das ruas que deu certo no rádio. Menino pobre na infância foi vendendo picolé que aprimorou a comunicação fácil que hoje faz sucesso no rádio e na televisão. Nascido em Belém no dia 24 de agosto de 1967, Euclides cresceu na Passagem Monte Alegre, no Jurunas, e está há 17 anos na RBA, onde é sinônimo de links ao vivo 
seja em promoções da 99 FM ou na transmissão do Grandes Prêmios de automobilismo como GP de Fórmula 1, em São Paulo. Na TV ele pode ser considerado o rei do merchandising, divulgando com maestria muitos produtos nas atrações da TV. 
Antes de chegar a 99 FM, em 1997, Euclides passou por outros prefixos, com destaque para Rádio Jovem onde dividiu os microfones com Aldrin Gonçalves, Heider Galvão, Saulo Teixeira, entre outros. Nesta época, Valmir Rodrigues era o diretor da emissora. 
Coelho também se destaca como dj e promotor de eventos. Suas festas na Play House são inesquecíveis, assim como o "De Volta aos Bons tempos" que já contou diversas atrações internacionais, de Billy Paul a Nicki French.

 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Amaury Silveira - Resenha Policial


A vida de repórter policial é cheia de imprevistos, aventuras e riscos. Entrevistar criminosos perigosos que estão presos faz parte da profissão, agora imagine fazer este trabalho por décadas. O repórter da RBA, Amaury Silveira iniciou na reportagem policial em 10 de Novembro de 1970.
Amaury Silveira trabalha no grupo RBA há mais de vinte anos e é repórter do jornal Diário do Pará, da Rádio Clube do Pará e também da TV RBA. O comunicador já trabalhou em outras rádios famosas, como a Guajará, Marajoara, Maguari, Difusora e Liberal. Trabalhou também nos jornais O Estado do Pará,  O Dia, A Província do Pará e O Liberal.
O repórter destaca que durante todos esses anos de reportagem o que mais lhe causa emoção é quando o caso envolve crianças. "Nesta profissão aprendemos a ser frios, acompanhamos tantas coisas, que com o tempo nos acostumamos com tal frieza porém, quando vejo que a matéria trata de crianças violentadas ou mortas, muitas vezes por seus próprios familiares, fico sensibilizado”, comenta Amaury.
Segundo Amaury, todo dia é um dia diferente nesta profissão. "Não tem como se cansar, tenho muita paixão pelo que faço e todo dia aprendo algo novo. Também quando estou de folga, não quero saber de ler ou ver qualquer tipo de matéria policial, quero apenas descansar e aproveitar com a minha família”, afirma o repórter.
Amaury Silveira nasceu em 20 de fevereiro de 1950.

Fonte: Diário do Pará


Teodorico Rodrigues - O Papa da Arbitragem


Teodorico Rodrigues Cardoso nasceu em 1928, na capital paraense. Além de árbitro, ele também foi tenente da Polícia Militar. Mas foi mesmo no esporte que Teodorico Rodrigues ganhou grande destaque e entrou para a história. A carreira dele como árbitro começou na década de 60, estendendo-se até meados da década seguinte. Nesse período, ele apitou por 14 vezes o clássico Re–Pa. Ao encerrar os trabalhos como juiz de futebol, Teodorico virou comentarista de arbitragem, tendo passagens pela Rádio Clube do Pará e Rádio Marajoara, onde atuou por cerca de 20 anos e se aposentou, nos microfones, em 2002. “O Teodorico tinha uma marca registrada que era o grito de ‘gol legítimo’ que ele soltava após a marcação de um gol”, conta Jorge Luiz, que trabalhou por muitos anos com o ex-comentarista.
E Teodorico possuía bem mais que uma marca, ele também ficou bastante conhecido pela maneira como comentava os lances da arbitragem, sempre inserindo uma dose de humor na maioria dos lances das partidas em que os árbitros cometiam algum equívoco. “Quando o juiz cometia algum erro, ele (Teodorico) falava: ‘o juiz está vendo a visagem do Rei Clareão’. Era uma maneira diferente de comentar”, lembra o narrador Cláudio Guimarães, que também trabalhou com o ex-comentarista na Rádio Clube do Pará. “O juiz tem que usar colírio de dente de coelho”, também era uma das frases mais ditas por Teodorico durante as transmissões dos jogos em que ele comentava. O Papa da Arbitragem também arrancava rios dos ouvintes quando o bandeirinha errava, ele comentava da seguinte maneira: "Esse bandeira é um verdadeiro paspalhão".
"Era um amigo e um exemplo. Um ótimo companheiro de trabalho, bom papo e contador de causos", relembrou o jornalista e advogado Hamilton Gualberto, colunista do jornal Amazônia.
Teodorico também trabalhou em jornais como colunista, com destaque para o Jornal Popular.
O Papa da Arbitragem faleceu no dia 11 de Julho de 2010, aos 82 anos.

Fonte: Diário do Pará e Jornal O Liberal

Carlos Alberto Melo - Plantão Bola de Ouro

 Carlos Alberto Melo é o Plantão Bola de Ouro dos Titulares do Esporte. Trata-se de um dos mais bem informados na categoria rádio escuta em atividade no Pará. Nascido em 7 de Agosto de 1962 no município de Palácio de Castro-AC, Carlos Alberto Melo de Alverga começou no rádio em 20 de Março de 1988 NA Rádio Marajoara AM.
No início, Carlos Alberto era estagiário no Plantão Esportivo, comandado por Toninho Silva, de segunda a sexta, de 23h a 0h, na época “e eu entrava nos 10 minutos finais do programa”, recorda Melo aos risos.
Na história de Carlos Alberto tem dois nomes de grande importância, principalmente no início. Carlos Ferreira e Guilherme Guerreiro. O primeiro por levar Melo para o rádio, por isso considerado padrinho. O segundo por dar a primeira oportunidade nos microfones. E vale ressaltar também que pelas mãos de Guerreiro surgiram vários nomes do rádio na atualidade.
Em Dezembro de 2007 passou para Rádio Liberal AM, trabalhando com José Maria Trindade que apresentava o Metrópole Alerta e o Bola na Área.
No dia 1º de Maio de 2009 Carlos Alberto retornou a Super Marajoara, onde permanece até hoje.
 Em 14 de Abril de 1997, em São Paulo, Carlos Alberto recebeu das mãos do ex-presidente da FIFA, João Havelange, o premio Bola de Ouro. “Esta premiação não existe mais e quando ganhei foi inesquecível por se tratar de o reconhecimento de um trabalho feito com muita dedicação”, comenta Carlos Alberto.


sábado, 12 de julho de 2014

"Qual é o nome deeeeeeeeeeeeeele? Ventinho


Raimundo Nascimento Farias é um gigante de pouco mais de um metro e meio e mais de 70 anos de idade. Conhecido como “Ventinho”, esta figura franzina já faz parte do folclore do rádio paraense através de vinhetas inesquecíveis nas transmissões da Rádio Clube. “Quem fez o gol, heiinnn, garoto?”, “Eu chooooroooo…”, “Cara bacana, heinnn?” são jargões no dia-a-dia da torcida paraense. 
Era 1963 quando Ventinho começou a trabalhar em rádio. Naquela época ele trabalhava com o Carlos Estácio e com o Fontes Filho (já falecido). Desde então, está no lugar onde gosta de trabalhar, no setor de esporte da Rádio Clube. Além do trabalho de serviços gerais na Rádio Clube, Raimundo recebeu a missão de percorrer diversos bairros de Belém para pegar resultados de jogos a serem noticiados na própria Clube ou no jornal Diário do Pará.
Na década de 70 Ventinho participou de programas de sucesso na Rádio Clube, entre eles: “Regatão vem aí” e “Improviso, a fórmula 1 do sucesso”, ambos de Jacy Duarte. Também tinha “Waldir Show e Alegria” , apresentado por Waldir Araújo nas madrugadas. Esses programas tinham grande audiência tanto na capital quanto no interior.
Sempre pela PRC5 Ventinho também trabalhou na década de 70 o saudoso Agenor Santos. Depois com Kzan Lourenço (também já falecido), que saiu da rádio e foi pra São Paulo fazer o programa do Azanbuja. Depois ele ficou fazendo o programa com o Waldir Araújo, depois Waldir Araújo cedeu essa parte pro nosso Agenor Santos.
Humilde, trabalhador, atencioso com todos e educadíssimo ao ponto de ir a redação do Diário do Pará, por exemplo, e cumprimentar todos os profissionais de mesa em mesa, assim é Ventinho. E desta forma simples já escreveu seu nome na história do rádio paraense.

Jimmy Nith - Rádio Planeta


Hamilton Pantoja Ferreira, o Jimmy Night, nasceu em 12 de Novembro de 1958. Fazia 44 anos da morte do grande poeta Augusto dos Anjos que entre tantos versos conhecidos escreveu que sobre a esperança, que por obra do destino é a principal característica deste artista da comunicação paraense. E foi norteado pela esperança que Jimmy passou pela infância difícil no bairro do Guamá até se tornar um profissional completo (Dj, produtor, animador, repórter e locutor anunciador).
Jimmy Night começou na profissão em 1975. Ele já trabalhou na Rauland FM, Radio Carajás FM (hoje Diário), Radio Cidade Morena( agora Jovem Pan), 100,9FM ( atualmente Mix-Belém FM) do sistema Marajoara de Comunicação e Super Marajoara AM 1.130, onde labuta atualmente. Segundo Jimmy, a rádio AM é uma experiência fantástica. “O locutor se torna formador de opinião e útil a sociedade”.
Jimmy Night também divide seu tempo atualmente com a sua Rádio Web (www.radioplanetaonline.com), o que para ele é o radio do futuro onde compartilha com todos estas experiências na comunicação e eventos. Como escreveu o poeta Augusto do Anjos:
“A Esperança não murcha, ela não cansa, 
Também como ela não sucumbe a Crença, 
Vão-se sonhos nas asas da Descrença, 
Voltam sonhos nas asas da Esperança".

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Jesiel Lima


Jesiel Lima cresceu trabalhando duro para ajudar no sustento da família. Ele queria brincar com as outras crianças mas a necessidade o levou para as ruas, aos seis anos, vendendo chope, cocada e balão. E para amenizar seu dia-a-dia ele se divertia simulando apresentar programas de rádio. Entre uma venda e outra de seus produtos Jesiel anunciava músicas e como não sabia nada de inglês, inventava nomes para jogadores, ensaiva grito de gol, a leitura dos comerciais, etc.
Depois de algum tempo, em 1991, seu sonho se concretizava ao iniciar a carreira apresentando um programa numa publicidade das 8h as 12h.
Em 1995 passou para a Rádio Modelo AM, de Castanhal. Entretanto faltava algo o rádio esportivo. Foi quando em 1997 passou a cobrir a Tuna Luso Brasileira. Dois anos depois fez Jesiel fez sua primeira narração esportiva, no jogo Moto Clube ( MA) X Venus (Pa), pelo Brasileiro da Série C. Dai pra frente não parou mais, tendo narrado grandes jogos das principais divisões do futebol nacional e até internacional.
Jesiel Lima é um dos maiores narradores esportivos do Pará e atualmente faz parte da equipe “Titulares do Esporte”, da Super Marajoara.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Assis Oliveira


Uma das melhores vozes do rádio paraense, Francisco Assis Oliveira Pinto nasceu em São Francisco do Pará no dia 31 de Dezembro de 1951. E já são 40 anos de respeitados anos nos microfones. No final da década de 60 ele ainda tinha muitas incertezas sobre que caminho profissional seguir. E foi gravando sua voz que passou a pensar na carreira de radialista. “Eu tinha uns 17 anos quando gravei com alguns amigos a minha voz e achei legal”, conta ele que ainda ingressou no Exército e via seu sonho da locução se distanciar, mas quis o destino que ao deixar a farda conseguisse um emprego de auxilar de escritório na Rádio Guajará em 1972. Assis lembra que admirava o trabalho dos locutores quando passava pelo estúdio. Decidiu então fazer um teste e como já inglês fluentemente, mais o talento, foi selecionado. Ali conviveu com outros grandes nomes, em especial o mito Paulo Ronaldo.
Com o tempo Oliveira passou pela Liberal, Cultura e Cidade Morena e correspondente da Rádio Globo em Belém. Depois disso Assis Oliveira começou a trabalhar na Petrobras e assim foi parar no Maranhão.

Fora de Belém trabalhou na Rádio Educativa, Tupi e TV Difusora até retornar para Belém, e na televisão, como apresentador do telejornal da TV Record, então sendo inaugurada naquele ano, 1998. Ele também dirigiu uma emissora em São João de Pirabas.

Atualmente Assis Oliveira apresenta programas na Rádio Clube e também na Diário FM, além de ilustrar várias peças publicitárias com sua voz para televisão e rádio. E como ele mesmo diz,  "A vida é curta. Viva intensamente todos os momentos mas, com limites."

Toninho Silva o narrador Icoraci

Toninho Silva é o único narrador esportivo nascido e criado em Icoaraci, onde reside com a família até hoje, casado, pai de família que se tornou profissional de imprensa em 1988, na Super Rádio Marajoara AM pelas mãos de Américo Gomes e Guilherme Guerreiro. Formado em Comunicação Social e Administração de Empresas e como ele mesmo diz, torcedor do Pinheirense e Santa Rosa.Depois de passar 11 anos na Super Marajoara, em 1999 foi contratado pela Radio Liberal AM, hoje Liberal CBN, onde está há 15 anos.
Toninho Silva já foi eleito uma vez Bola de Ouro pela imprensa nacional, indicado pelo confrade Carlos Alberto de Alverga.




sexta-feira, 4 de julho de 2014

Hamilton Pinheiro - "Comandante HP"

 


Hamilton Pinheiro da Costa nasceu em Nova Timboteua no dia 19 de Abril de 1948. No rádio, ele foi plantonista esportivo, dividindo com Zaire Filho a apresentação de programas especiais aos domingo, com audiências elevadas. Profissional completo, Hamilton marcou com memorável atuação sua passagem também pelo telejornalismo e por assessorias de imprensa. . Sua primeira passagem pela Rádio Cultura foi entre 1984 e 1995, retornando à casa em 2006.A presença marcante nas chefias dos meios de comunicação paraenses lhe rendeu o apelido de "Comandante HP". 

Hamilton Pinheiro ia completar este ano 50 anos de jornalismo e 65 de vida. Muito querido pelos amigos, tinha como frase de efeito “Prossiga, Comandante!” que ganhou até comunidade no Orkut.
O jornalista e radialista HP foi gerente de jornalismo da Rádio Cultura do Pará. Ele faleceu em 10 de Janeiro de 2012. Hamilton sofria de problemas pulmonares provenientes de uma pneumonia que teve em dezembro de 2011. Desde a doença, o jornalista vinha fazendo tratamento. No final da tarde anterior ao dia de sua morte ele se sentiu mal e foi hospitalizado, falecendo por volta das 3h30.
Hamilton Pinheiro deixou dois filhos e um legado de 43 anos no jornalismo paraense e respeito de colegas de profissão. O jornalista Tito Barata, por exemplo, comentou através do seu perfil @titobarata: “Hamilton Pinheiro era da velha escola de radialistas que revelou bons talentos no Pará. Além de rádio, também entendia de telejornalismo”. Já presidente da Rede Cultura de Comunicação, Adelaide Oliveira, lamentou a morte do jornalista. “Hamilton era uma pessoa que sabia agregar, mesmo aposentado e doente estava sempre presente na redação”. “O jornalismo paraense perdeu um grande profissional”, destacou o diretor da Rádio Cultura, Edson Matoso. “Ele foi um grande professor e sua morte deixa uma grande lacuna no jornalismo paraense” lamentou o radialista José Vieira.
 

Fonte: Dol e Portal Cultura 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O Mestre dos Mestres Ribeiro Júnior

Raimundo da Conceição Ribeiro é respeitado no rádio há mais de 30 anos. Foi pelas mãos dele que passarem os maiores comunicadores nos últimos 30 anos. Didático, o apresentador do Rádio Baile Metrô, na Metropolitana FM, nasceu em Belém no dia 5 de Dezembro de 1953 e desde a infância foi ligado à comunicação. Primeiro nas aparelhagens com Botafogo, Ribamar Soares e Realengo e já respeitado como controlista, o que atualmente é chamado de Dj, Ribeiro chegou ao rádio em 1978. Sua estreia foi na extinta Guajará, do ex-prefeito Lopo de Castro.  Não tardou para o Mestre dos Mestres ( apelido dado pelo Dj Dinho do Tupinambá) se transferir para a Rádio Clube AM, onde permaneceu por quatro anos.
Paralela a atividade de operador de áudio, produtor musical Ribeiro se destacava cada vez mais nas aparelhagens. A presença dele era em grande parte responsável pelo aumento de público em festas. Esta a ascensão, historicamente, contribui na transformação do DJ em estrela de festas de aparelhagens, abrindo espaços para veteranos, ainda anônimos, e novos talentos, hoje em destaque.
Mas voltando ao rádio, era 1982 quando Ribeiro Júnior passou para a Cidade Morena (agora Jovem Pan) e ali viu nascer para comunicação Binho Dylon, Sílvio Júnior, Nelson Gil, Carlos Alberto, entre outros. Ali permaneceu por 17 anos. Depois ficou em rádios comunitárias até chegar a Rádio Metropolitana FM, onde permanece até hoje na condição de apresentador de sucesso e operador de áudio e sempre ensinando os primeiros passos aos iniciantes na comunicação, além destas atividades, Ribeiro Júnior também continua nas aparelhagens. Não a toa ele é chamado de Mestre dos Mestres. 






quarta-feira, 2 de julho de 2014

Almir Silva - “O Alô, Alô Interior”

 
O cearense Almir Silva estourou na comunicação pela Rádio Difusora de São Luiz do Maranhão. Naquela época, final dos anos 50, o sinal desta emissora entrava muito bem em Belém. O programa “Bom dia Maranhão” era sinônimo de audiência e credenciou o comunicador na transferência para a capital paraense nos anos 60.
Considerado um dos maiores nomes da história do rádio no Pará, Almir Silva, também ficou famoso como repórter. Quando trabalhava na Rádio Guajará foi ele quem noticiou em primeira mão as indicações feitas pelo general Taurino Rezende, de Jarbas Passarinho e Alacid Nunes, para ocuparem respectivamente os  governos Estadual e Municipal.

Amigo do Rei

Existem poucos registros da vida deste artista dos microfones. Sabe-se que ele era amigo pessoal do cantor Roberto Carlos. O maior cantor romântico do Brasil, quando iniciou na carreira teve uma viagem cancelada para o Centro-Sul brasileiro quando estava em Belém e ouvindo o rádio reconheceu a voz de Almir Silva por quem o artista já tinha sido entrevistado no Maranhão. E foi com Almir que o então anônimo Roberto conheceu os bares de Belém na época. Depois disto, sempre que passava pela cidade, Roberto, já famoso, deixava avisado para sua segurança que Almir Silva tinha autorização para visitá-lo. Há uma lenda ou verdade de que o falecido radialista Almir Silva, Rádio Marajoara, tenha sido o intermediário para a carta de habilitação de Roberto Carlos. Na verdade, uma “facilitação” devido à perna mecânica e por isso impossibilitado ser habilitado. Naquele tempo não havia, creio, adaptação de carros para deficiente físico, como hoje tem.
Na década de 70 ele fez muito sucesso com o Programa Almir Silva que tocava mais música de forró e músicas de quadrilha, porque a época junina era muito comentada aqui, então tinha esse programa.
Almir escreveu seu nome na história do rádio apresentando o “O Alô, Alô Interior” que foi um dos programas de muita audiência da Rádio Guajará, depois também na Marajoara. Foi no comandado deste programa que Almir Silva criou um estilo próprio, muito irreverente, para transmitir as mensagens. O "Alô, alô interior” foi  o primeiro programa específico para as ondas tropicais por mexer com o interior do Estado.

Irreverência nos microfones
Uma das últimas fotos de Almir - 2002

“A graça do programa era que após quase todas as mensagens, muitas vezes escritas por gente simples, Almir fazia um comentário jocoso. Para a mensagem que dava conta da saúde de Milico, ele reservou uma pérola, hoje inserida na história do rádio paraense.
Foi dizer a mensagem e comentar:- Essa é boa...! É a primeira vez que eu ouço falar de um milico passando mal...
Havia um detalhe: estávamos em plena ditadura militar e os setores de informações, os arapongas, tinham especial atenção pelo programa do Almir, que bem poderia estar mandando mensagens cifradas a perigosos guerrilheiros”.
Horas depois o radialista foi procurado, na emissora, e levado por um oficial e mais quatro militares para o quartel do Exército, para prestar esclarecimentos.  
Donizete Cesar ao lado de Almir Silva
Em 2002 Almir Silva se foi, deixando seu nome escrito entre os maiores radialistas do Pará, em todos os tempos.