sábado, 28 de junho de 2014

Paulo Brasil - Enciclopédia de Música

Há mais de 30 anos Paulo Roberto Brasil vem se consolidando como um dos mais importantes locutores da história do Pará. Neste Olympus da voz estão Eloy Santos, Walter Bandeira, Heloisa Huhn, etc. No caso de Paulo Brasil, além de radialista profissional, ele é historiador, pesquisador e colecionador de áudios. 

Apelidado pelos amigos de “Enciclopédia Ambulante de Música” por conta do vasto conhecimento musical, Brasil iniciou sua trajetória nos microfones junto com a então recém-criada Rádio Cidade Morena (hoje Jovem Pan) no prédio Palácio do Rádio. Era 1983. Depois de Brasil iniciava uma das épocas mais produtivas em talentos de rádio em todos os tempos, e naquela emissora, propriedade dos Proença. Nomes como Silvio Júnior, Arturo Gonçalves, Nelson Gil, Binho Dilon, Carlos Alberto, entre outros, formavam com ele a liderança da audiência na época. 

Com Arturo Gonçalves e Nelson Gil nos
tempos de Rádio Cidade Morena.
Paulo Brasil fez tanto sucesso a frente do Love Songs que em 1988 foi convidado por Romulo Maiorana para integrar no Sistema Liberal de Rádio com o “Good Times”, hoje comandada por Sergio Murilo.

Ao longo do tempo trabalhou em diversas emissoras. Atualmente apresenta para todo o estado do Pará o programa “prestando contas” do governo. Ele também trabalha em duas emissoras de Rádio com  programação de extremo bom gosto. Na 93.7 MHz é responsável pelo Baú da Cultura. Já no Sistema Liberal de Rádio, está na Rádio Lib Music FM. 

Fonte: Sistema Liberal de Rádio - Blog Voz de Sílvio Junior - Paulo Brasil.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Santino Soares - Voz do Povo

Uma das vozes mais respeitadas do Estado completa hoje 40 anos de carreira. A audiência santarena conheceu, no dia 13 de agosto de 1970, o timbre inconfundível do radialista Santino Soares, 58 anos, que comemora ainda esta semana 29 anos de Rádio Globo Liberal (97,5 FM e 1,330 AM). O garoto de 18 anos que participou apreensivo do concurso para ser locutor da Rádio Rural de Santarém por insistência da tia, hoje apresenta os programas "Bom dia, cidadão" e outro que leva seu nome, aos sábados na 1,330 AM. Ao longo de quatro décadas, o prestígio e credibilidade conquistadas por ele continuam a cativar um público fiel que ultrapassa 30.000 ouvintes por dia entre os 84 municípios. 
Para Santino, trabalhar no rádio continua tão prazeroso quanto nos primeiros dias do "Show da tarde", programa em que estreou como apresentador. "O rádio é uma ferramenta muito envolvente. Desperta a imaginação de quem ouve e demonstra uma eficiência única em se aproximar da comunidade", diz. Entre os pontos altos da trajetória que caminha forte para o meio século, ele lembra um episódio em particular. Quando o radialista Eloy Santos decidiu migrar para a rádio Marajoara, Santino foi a aposta da rádio Liberal para preencher o vácuo deixado pelo "Rei do rádio". "Fiz uma proposta de programação até que encontrassem um nome definitivo para o horário. Mas as pessoas foram gostando, e quando saiu a pesquisa do ibope, fomos surpreendidos pelo índice de 73% da audiência", relembra.
Formado em Ciência Sociais pela Universidade Federal do Pará (UFPA), nunca exerceu a profissão. Se tratando de ofício, a locução foi a primeira e única paixão. "A sociologia que faço é toda no rádio, nunca trabalhei na área", brinca o formador de opinião, que considera a passagem pela academia muito valiosa para a comunicação com o público.
Santino considera que por causa da liberdade de expressão, com o passar dos anos, as mudanças de conteúdo foram mais significativas que as técnicas criadas para falar aos ouvintes. O radialista, que está longe de dar por encerrado seu projeto de vida: falar. Ao contrário, ainda cheio de fôlego para mais uma década, pretende fisgar os leitores - atualmente ele escreve um livro autobiográfico. O título, "Um náufrago nas ondas do rádio", não poderia ser mais apropriado para descrever a rota deste marinheiro veterano. (Fonte: Amazônia - Foto: blog do Manuel Dutra)

Fonte: Amazônia - Texto: "Santino Soares - 40 anos de Sucesso", Agosto 2010


domingo, 22 de junho de 2014

Silvinho Santos - Comunicação de pai para filho

Desde pequeno Silvinho Santos já acompanhava o pai
 Filho do empresário, apresentador e ex-governador do Estado do Pará Carlos Santos, Silvinho começou desde cedo, com apenas 3 anos de idade, a apresentar interesse pela comunicação. Sempre acompanhava o pai aos programas de rádio e televisão. O que norteou seu futuro. Silvinho morou nos Estados Unidos de 1994 a 1997, onde estudou na Universidade de Miami e cursou Marketing e ainda fez curso de rádio e TV.
Silvinho entrevistando Carlos Santos
Em 1997, já morando no Brasil começou sua carreira de apresentador na Rádio estreando seu primeiro programa “Micareta Dance” com Dinho Menezes que hoje trabalha na Rádio Clube.
Em 1998 o programa “Rebola”, em 99 o “Pagodão Marajoara” e ainda o “Mexe Pará” na 100,9 FM, que durante 12 anos foi o 1º lugar absoluto no ibope, conquistando milhares de ouvintes.
Já na TV, Silvinho Santos iniciou em 98 como o primeiro VJ da MTV Belém Canal 25. Em 2003 apresentou o primeiro formato do Programa Mexe Pará na TV no canal 50. Em 2007 apresentou o Programa Ananindeua na TV. De 2011 a 2012 apresentou o programa Navega no canal 17 na TVM afiliada a Rede CNT. Hoje apresenta o programa Mexe Pará Notícia na TV no Canal 50 afiliada a Rede Brasil, transmitindo em Castanhal-Pa no canal 46 afiliada a Rede Brasil.
Silvinho Santos, hoje com 39 anos de idade e 19 de uma carreira profissional de sucesso é um dos jovens mais populares e premiados do Estado do Pará.


Fonte: Revista Bacana – “Comunicação de pai para filho”

Bebel Chaves - Uma radialista apaixonada

Se ”você tem escolha, você tem Cultura” é o slogan de uma das FM cuja programação está entre as melhores do Pará, a voz de Bebel Chaves está em sintonia com a qualidade da emissora.
Nascida em Belém num 14 de Abril não muito distante, desde criança mostrou talento para a comunicação, não apenas pela bela voz, mas também pela pronúncia das palavras. Mas foi em 1991 que ela, de fato, começou em rádio ao ser aprovada em um teste na rádio Belém FM. “Mariano Klautau era o diretor emissora na época. Ele abriu teste para várias pessoas e eu fui aprovada”.

Depois Bebel ingressou na Província FM. Chegou aquela rádio pelas mãos da também radialista Monica Marques, então na Antena 1, que a apresentou ao comunicador Lindeberg Lobo, com quem ela trabalhou até a Provincia ser vendida para a Igreja Universal do Reino de Deus ainda na metade dos anos 90.
Bebel Chaves passou um tempo na Rádio Marajoara onde foi recebida pelo comunicador Afonso Melo e o empresário Carlos Santos.
Já na Cultura FM teve como mestre um dos maiores nomes do rádio-jornalismo, Ronald Pastor.
Atualmente Bebel Chaves trabalha no departamento de jornalismo da Cultura FM, o que ela concilia com o trabalho na Unama FM.
Formada em Letras, publicidade e agora também cursando Jornalismo, Bebel Chaves se define como “Uma radialista apaixonada”, assim como os ouvintes pela voz dela.



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Paulo Cecim

Deveria ser apenas um reparo em uma antena de televisão. Mas o que parecia simples e rotineiro se transformou em uma fatalidade, que vitimou um dos nomes mais fortes da crônica esportiva paraense. O apresentador e comentarista Paulo Ricardo Cecim, 55 anos, faleceu na manhã do último sábado (11) após cair do quarto andar do hotel Tralhoto, no distrito de Mosqueiro. Segundo testemunhas, Cecim estava no topo do prédio, em companhia de um profissional contratado para fazer reparos em um antena de televisão externa, quando pisou em uma telha quebrada e caiu. O corpo de Paulo Cecim foi enterrado ontem de manhã, no cemitério Parque da Eternidade, em Marituba. Centenas de amigos, parentes e admiradores acompanharam o velório.
Jogo Aberto  na extinta TV Guajará com Paulo Cecim,
 Alberto Gonçalves e João Adário. Cecim e Adário já faleceram 
O contato de Paulo Cecim com o esporte começou antes mesmo dele ingressar na imprensa. Ainda adolescente, ele chegou a jogar futebol nas categorias de base do Paysandu, exerceu a função de árbitro na década de 80, foi treinador do Castanhal em meados de 1992 e ocupou a gerência de futebol do Clube do Remo na gestão Licínio Carvalho.
Cecim iniciou sua trajetória na crônica esportiva nos anos 80 como comentarista de arbitragem. Recentemente ele trabalhou em uma rádio local, como comentarista, e em um canal fechado de televisão, ancorando três programas. Paulo estava sendo cotado para ocupar a superintendência de futebol do Remo, a convite do presidente eleito Raphael Levy.
Hamilton Gualberto, Carlos Ferreira , Paulo Cecim e
Edyr Augusto Proença. Sala de esporte na Mais TV.
Vários setores da imprensa paraense já programaram ações para homenagear Paulo Cecim. A ACLEP (Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Pará) vai entregar o "Troféu Paulo Cecim" ao time vencedor da primeira fase do Campeonato Paraense. Em respeito à memória de Cecim, a Associação cancelou a apresentação de uma banda na noite da entrega dos prêmios aos melhores atletas do ano. A premiação acontece nesta quarta-feira, 15. O grupo Imprensa Show, que reúne membros de diversos veículos de comunicação, também fará uma homenagem a Cecim. Neste sábado, durante festa de confraternização no Casota, serão apresentados vídeos sobre a história do apresentador. Paulo Cecim, conhecido pelo estilo brincalhão, era casado e não tinha filhos.

Fonte: Diário do Pará em 13 de Dezembro de 2004, Crônica esportiva perde Paulo Cecim.  

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Alberto “Sheyla Gasparetti” Juliê

Alberto Juliê Monteiro Aragão surgiu no rádio paraense como um furacão que rapidamente conquistou uma audiência fenomenal, o que não acontecia desde Paulo Ronaldo, Almir Silva, Eloy Santos e Wladimir Costa. Entretanto para esse jovem natural de Oriximiná o feito não estava na polêmica da locução popular-social, na imagem de porta voz do povo, e sim, no humor de Sheyla Gasparetti, um personagem interpretado por ele que foi o “boom” dos programas de rádios dos anos 90. Ou seja, a pequena equipe da Sheyla conseguiu figurar entre os maiores campeões de audiência de todos os tempos! Tratava-se de um homossexual hilária cuja irreverência conquistou ouvintes e anunciantes num período de até então poucos avanços contra a discriminação sexual. Mas segundo ele, com o tempo a fórmula cansou e o programa não deu mais certo porque precisava de estrutura com equipe de apoio, equipe de redação e outras coisas que dessem suporte.
Como Sheyla Gasparetti, surgida em 1995, foi um programa que deu muito ibope, causou certo ciúme em alguns apresentadores da própria Rádio Liberal e em outros de rádios concorrentes, mas, na época, o programa era imbatível, ninguém ultrapassava a audiência.
A carreira de Juliê começou no final de 1991, na Província FM quando a emissora tinha uma programação elitizada. Passou quase um ano lá antes de entrar na Liberal. Aliás, já tinha tentado entrar n 97,5 MHz e não tinha sido muito fácil. Era 1992 quando, enfim, conseguiu. Alberto Julie acompanhou a ascensão de geração rica em talentos: Sergio Murilo, Carlos Alberto, Silvio Júnior, Tony de Sá.


O começo

EM  1996: .Dinho Menezes , Nildo Matos , Joe , Alencar
do Laínha, Valmir Rodrigues e Alberto Juliê. 
Começou como folguista nos fins de semana. Fazia as folgas dos locutores mais antigos, eles precisavam de alguém para fazer isso. Daí a dois meses fez uma sequência de férias. Por exemplo, um locutor saía o “novato” ia fazer o horário dele. Assim foi virando e fez todos os horários da rádio. Isto lhe deu uma canja para pegar um horário seu. Começou, efetivamente, em 1993, à tarde fazendo um programa que se chamava “Clube do amor”, que já nem tem mais. Além de locutor romântico, foi apresentador de grande eventos, fez reportagem de esporte, Paradão de FM, além de sete anos á frente do ‘Liberal Dance Club’, em um total de 11 mil horas de ‘ao vivo’.
O radialista trabalhou durante 12 anos no grupo Liberal (AM/FM/TV). Alberto trabalhou como humorista e dublador e também mediou debates ao governo e senado. Ele teve o programa mais credibilizado de entrevistas no rádio em 2001/2002. Foi também off da TV Globo Belém, 

Atualidade

E em 2003, voltou para Oriximiná, sua terra natal, que fica no interior do Pará. Hoje ele não trabalha mais ligado a comunicação. Formado em Administração e Marketing, faz mestrado em Meio Ambiente e Sustentabilidade. Juliê na área de sustentabilidade – ‘relações com comunidades' (coordena mais de 10 projetos,sediada em Porto Trombetas.



terça-feira, 17 de junho de 2014

Waldyr Araújo

    O tempo passa, mas algumas vozes se mantém encantando milhares e ouvintes. É o caso de Waldyr Araújo cujo feito é ainda mais louvável porque o locutor viveu os primeiros após a época áurea do rádio quando a televisão passou a disputar a atenção e para manter os ouvintes o talento era mais do que necessário.
  Nascido em 1939, Waldyr  cresceu sonhando com o sucesso dos locutores e radio atores que chegavam a ser perseguidos como galãs nas ruas. Era o tempo dos programas de auditório, radio novelas e foi acompanhando essas transmissões que Waldyr decidiu se preparou para seguir a carreira nos microfones, iniciando, assim, em 1962, aos 23 anos, na Rádio Clube do Pará, onde entre tantos sucessos apresentou o “Waldir Show e Alegria” .
        Em 1985 ele passou a compor a constelação da Rádio Marajoara AM, onde ficou até 1996. Depois disso voltou para a Poderosa, como é conhecida a Rádio Clube. Ali ficou até se aposentar em 1998. Mas a paixão pelo radio o fez Waldyr voltar aos microfones onde tudo começou, a Rádio Clube AM, agora aos sábados, ao alvorecer.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

João Santiago - Coroné Virgulino e muitos outros personagens hilários


João Santiago da Silva é o tipo humorista profissional que faz sucesso no rádio e que se estivesse no eixo Rio-São Paulo seria um fenômeno do humor nacional. Nascido em 7 de fevereiro de 1958 na Cidade Modelo, Castanhal, João Santiago teve numa admiração de fã a inspiração para seu personagem mais famoso, o Coroné Virgulino. Ele recorda que de tanto ouvir as músicas engraçadas do saudoso Coronel Ludugero acabou aprendendo a imitar o ídolo e esta imitação era utilizada para animar festas de aparelhagens que ele apresentava no interior, o que lhe rendeu uma vaga na emissora da cidade.

O rei do humor no Pará

Santiago conciliava o programa de rádio e as festas de aparelhagem com várias outras atividades (motorista de ônibus e caminhão, cobrador de ônibus, palhaço de circo mambembe) e foi assim que recebeu em 1985 o convide para apresentar um comício do então candidato a prefeito Maximino Porpino. Neste dia ele caprichou no show onde além de cantar as músicas do Coroné Virgulino, apresentou suas outras criações, hoje, sinônimos de bordões e muitas risadas nas tardes da Rádio Clube AM: o índio ( hoje Cacique Cara de Pau), Pivazinha, , Vovó Antonia, Joãozinho, Padre Giovani.

Mudança de vida no comício


Após o comício recebeu o convite do então candidato a deputado estadual Nuno Miranda que prometeu lhe apresentar para Luiz Guilherme Barbalho da Rádio Clube. “Ele achava que eu faria sucesso no rádio de Belém. Na hora não liguei muito, mas de tanto ele (Nuno) insistir ligando para casa da minha sogra acabei aceitando o convite para vir pra capital tentar a sorte”, conta ele afirmando, ainda: “Na portaria da rádio fiquei esperando de 8h as 12h para falar com o Luiz Guilherme Barbalho. Foi quando o Adamor Filho ( um dos maiores nomes do rádio policial paraense) chegou e me perguntou o que eu fazia ali e ao responder ele me mandou entrar com ele e me ajudou nos testes”. Ali iniciava uma trajetória marcante no rádio deste humorisata que passou ainda pela Rauland, Liberal, Marajoara AM. “Mas em Fevereiro de 1999 voltei à Rádio Clube, onde permaneço até hoje fazendo também participações em vários programas do grupo RBA ao lado de Marcio Rabelo e Aldrin Gonçalves na 99FM e fazendo shows, principalmente na época Junina”.
Ele também esteve na televisão por anos ao lado de Luis Eduardo Anaice, Capacidade e Bobo. 






domingo, 15 de junho de 2014

Carlos Alberto

Rádio Cidade - 1986
A história de Carlos Alberto Silva no rádio começou com a inauguração da Rauland, em 1979. Tratava-se da primeira emissora do Estado e a chegada dela já trazia uma constelação de nomes como Heloisa Huhn, Walter Bandeira. Ali começou a paixão daquele garoto, então com 9 anos, pela comunicação. Todo este carinho pela comunicação o tornou um dos maiores expoentes de sua geração. 
1989 - De Barros, Sílvio Júnior ( de vermelho), Binho Dillon,
Carlos Alberto e Vicente Figueira.
Nascido em 1970, cresceu no bairro do Reduto, em Belém, ouvindo Mr. San, um dj argentino com um programa de discomusic. Na décade 80 acompanhou também o surgimento das rádios Liberal, onde gostava de Alberto Pinheiro e o seu Liberal Dance Club. Depois veio a Guajará e também da Cidade Morena de Janjo Proença e Edyr Proença. E foi nesta emissora que ele iniciou na profissão. Era 1985. Nesta época Carlos Alberto possuia uma pequena aparelhagem e na busca por LPs promocionais chegou à Radio Cidade Morena. “Dali eu gostava muito do Edgar Marinho (conhecido Big Pantera) e o Hélio Dória que eu os ouvia quando chegava do colégio, o Orlando Bitar. Aprendi muito com eles e aprendi, e continuo aprendendo até hoje com eles”.
Deslumbrado com o rádio
Foi ao entrar na Rádio Cidade Morena que ele decidiu ingressar, de vez na carreira. “Na época fui recebido por Nelson Gil e enquanto conversava com ele olhava maravilhado com aquele ambiente de luzes, cores, estúdio. Tinha uma vaga de ‘madrugueiro’, que era a porta de entrada do rádio para aprender. Depois disso passaria para ‘folguista’ e depois seguia na profissão” recorda. Mas o início não foi fácil. Ele teve que fazer vários testes para locutor e além do talento, a noção de inglês também contribuiu. “Lembro que fiz o teste com o Ribeiro Júnior, hoje na Metropolitana FM”.

Formado em Direito pela UFPA em 2002. Fez vários cursos específicos para a área de comunicação. Ministrou diversas oficinas sobre locução.
Em 1987 trocou a Cidade Morena pela Liberal FM. Nessa época surgiram também Úrsula Vidal, Sérgio Murilo e o Alberto Juliê era o chamado “magneto”, nome dado ao iniciante na profissão. “Transito Livre”, “Toca toca Liberal” “Mais mais da Liberal” foram programas de sucesso apresentados por Carlos. Passou pela Rádio Jovem 100 (marajoara, hoje Mix) onde fez muito sucesso avassalador com o Hot Mix.
Carlos Alberto faz parte de uma geração que tem Valmir Rodrigues, Silvio Junior, Nonato Pereira, entre outros.
Carlos Alberto 1986 - Rádio Clube AM
Carlos passou por várias emissoras como a 99 FM, então sendo inaugurada no início dos anos 90. "Fiz muita transmissão de leitura de listão de vestibular com Barrieri Ramon e Márcio Rabelo", conta. Depois retornou a Grupo Liberal.
Em 2009 foi Gerente da Rádio Liberal FM de Itaituba, onde foi responsável pela programação local da emissora e sua comercialização. Hoje é dono de uma emissora de Rádio, sua primeira rádio na internet, e também faz parte da equipe de locutores da Rádio Lib Music FM, mais nova emissora do Sistema Liberal de Rádio.


 Fonte: Rádio Liberal / Carlos Alberto.


Advaldo Castro

Um dos principais personagens da história do rádio em Belém, teve mais de 50 anos de rádio. Adê, como era conhecido pelos colegas de rádio, foi diretor da rádio Liberal AM por mais de 30 anos e seu último cargo na rádio foi como diretor de programação. Natural de Abaetetuba, o radialista começou sua carreira na Rádio Clube do Pará, em 1950.
Depois de um ano na Clube, Adê assumiu a gerência da Rádio Difusora de Macapá. Em 1953 voltou para Belém e passou a fazer parte da equipe da segunda rádio de Belém: a Rádio Marajoara, dos Diários Associados de Assis Chateaubriand. Para fazer parte dessa rádio, Advaldo precisou fazer vários testes. Foram mais de 900 inscritos e apenas 14 selecionados. Contratado, Adê passou a apresentar dois programas de grande audiência no rádio paraense: o Grande Jornal Marajoara e o Jornal Marajoara 1ª Edição .
“Adê” teve sua carreira de rádio encerrada em 2006, quando foi vítima da síndrome Shydrager, que atinge a pressão arterial e chega a causar convulsões. Na época ainda era diretor de programação da Rádio Liberal.


Fonte: O Pará nas Ondas do Rádio

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Agripino Furtado

 Ele vendia picolé nos campos de futebol quando se cruzou com Jurandir Bonifácio, em 1973, no Baenão, e em conversa com o consagradíssimo Juruca falou do sonho de ser repórter esportivo.

Jurandir acreditou nele e depois de varias apresentações, Agripino chegou aos corredores da Rádio Marajoara e em 73 começou a trabalhar como setorista da emissora na Vila Olímpica, e em 1974 chegou a Curuzu, onde se encontra até hoje, empunhando o microfone da Rádio Liberal-AM.

Agripino deixou na década de 80 a UFPA para se dedicar a profissão e assim acompanhar o PSC pelos campos de Brasil.
Ele é o mais icônico repórter esportivo brasileiro pela aplicação profissional. Não fez e nunca fará a linha dos chamados "propagandistas" do rádio, permanecendo com sua postura sacerdotal.


Fonte: José Maria Trindade 






Gilberto Nogueira - Última Edição

Foi a partir de um LP dos Incríveis que o radialista Gilberto Nogueira entrou para o rádio. Nascido em Belém em 8 de Dezembro de 1952, Giba adorava este ícones da Jovem Guarda e foi interessado nele que a princípio seu amigo Roberto Polo o convidou para irem até a Rauland em 1979. Ali mostrou tanto talento para comunicação que recebeu um convite para ingressar na Rádio Cultura, então sendo inaugurada em Marituba.
O time de notáveis da Rádio Cultura nomes como Donizete César, Helio Nogueira, Nazareno e Gilvandro Furtado, que a época era estudante de direito. Como a rádio funcionava em Marituba, o acesso era difícil, os comunicadores eram apanhados em Belém de manhã e retornavam somente a tarde. Entretanto, no caso de Gilvandro, hoje um dos mais conceituados delegados de polícia, este podia pegar o carro da rádio e ir para a Faculdade até que um diretor implicou com aquele “privilégio”. E foi em solidariedade ao colega que Gilberto Nogueira mobilizou seus companheiros a cruzarem os braços caso não fosse revista a decisão do então diretor. Resultado, a união fez a força numa época em que as paralizações ainda não eram constantes. E esta revolução no ambiente de trabalho ficou marcada na história de cada um dos radialistas naquela ocasião.
O padrão de locução de Gilberto Nogueira se confundiu com a história do prefixo estatal. Acompanhou, porém, todas as mudanças desde Marituba, passando para o bairro do Marco, em Belém, no prédio da Imprensa Oficial em 1982 com a primeira transmissão de um Círio. Era um feito histórico. Depois ainda no mesmo terreno, mas na Almirante Barroso, Nogueira também trabalhou até se aposentar após mais de 30 anos de contribuição em emissora pública. Contudo, Gilberto Nogueira iniciou antes da aposentadoria uma carreira também no rádio privado, a Marajoara AM. Neste prefixo permaneceu até 1994 quando se transferiu para a Rádio Clube junto com Nonato Cavalcante, Guilherme Guerreiro e um timaço de comunicadores que revolucionaram a transmissão em AM na emissora mais antiga do Pará, consolidando assim a audiência absoluta há anos.
Atualmente, Gilberto Nogueira apresenta o Jornal Última Edição, o Clube Notícia na Rádio Clube do Pará.

Equipe de jornalismo da Rádio PORTAL CULTURA, em 1985, após a celebração

 de missa que marcou a mudança de nome da avenida Primeiro de Dezembro para 
Papa João Paulo II. Em pé: Carlos Lima, Ana Laura Corradi, Cristina Moreno,  Douglas Dinelli e Anselmo Gama. Sentados: Milton Alves, Gilberto NogueiraMiguel Nogueira de Oliveira e Verbeno Costa Júnior Pinheiro