sexta-feira, 18 de abril de 2014

Edyr Augusto Proença – Talento hereditário

 Nascido em 24 de março de 1954, Edyr Augusto Proença é neto de Edgar Proença, radialista que foi o primeiro locutor esportivo de Belém, em uma época que um jogo de futebol era um acontecimento social. Edgar foi ainda um dos fundadores do Payssandu e junto com Roberto Camelier e Eriberto Pio criou a primeira rádio de Belém, a Rádio Clube do Pará, em 1928.
Edyr conta que muito da sua formação em rádio é devida ao avô e ao pai; ambos eram envolvidos com o meio radiofônico e primavam pela honestidade e isenção,valores que ainda hoje Edyr defende em seus trabalhos no rádio.

Edyr é Jornalista, radialista e publicitário. Fundou e dirigiu a Rádio Cidade Morena, atual Jovem Pan FM. Já trabalhou como narrador e comentarista de esporte da Rádio Clube do Pará e como colunista esportivo do Jornal “A Província do Pará”.
O teatro paraense também tem grande contribuição deste artista completo, com ou sem microfone.


Edyr Proença - Amado Mestre

           
 Edyr de Paiva Proença nasceu em Belém no dia 19 de maio de 1920. Foi escritor, letrista, advogado, bancário, jornalista, cronista e radialista. Cursou o primário nas escolas Arthur Bernardes e Floriano Peixoto e concluiu o secundário no Colégio Moderno. Mais tarde, cursou a Faculdade de Direito do Pará, concluindo esta em 1943.
        Iniciou a carreira de jornalista como repórter esportista, no extinto “O Estado do Pará”. Em 1942, redigia o noticiário da Rádio Clube do Pará, da qual foi superintendente do departamento esportivo. No ano de 1946, passou a trabalhar como locutor esportivo na Rádio Clube, local em que permaneceu por vinte anos.
       Edyr trabalhou também como redator esportivo para os jornais “A Vanguarda”, “Folha do Norte”, “Flash”, “O Liberal” e a “Província do Pará”. No jornal “O Liberal” escrevia uma coluna, intitulada “Rodapé”. Como bancário, Edyr Proença trabalhou no então “Banco de Crédito da Amazônia”.

            Em 1973, compôs o samba “Amor perfeito”, em parceria com sua esposa Celeste e o seu filho Edyr Augusto. Este samba somente foi gravado em 1994 por Macca Maneschy. Em 1975, compôs o samba “Barca da nostalgia” com João de Jesus Paes Loureiro. Neste mesmo ano, a Universidade Federal do Pará fez o lançamento do LP “Edyr Proença”, da série Música e Memória-volume.
       Algumas das músicas mais marcantes na carreira do cantor foram: Festança; Pororoca; Ana Luiza; Bom dia meu amor; Rua do Poeta; Belém que é Nazaré; Última oração; Meu canto de amor por Belém; Bar do Parque; Momento amazônico; Bom dia Belém; e Amor imperfeito. Fez ainda parcerias com compositores como Ruy Barata, com destaque para a música “A serpente”.
          Nos anos 90, dirigiu o Museu da Imagem e do Som do Pará. Faleceu no ano de 1998. Hoje, o artista dá nome ao Hall localizado no 4º andar do Centur, da Fundação Tancredo Neves, espaço que recebe frequentemente exposições de arte de diversos artistas paraenses.

FONTETexto: Memória da Literatura no Pará - EDYR PROENÇA - Publicações: Crônicas – Coisas do Futebol, 1988; Nem Pelé, nem Romário, nem nada, sem data.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Heloísa Huhn – A Voz inesquecível


Heloisa Huhn é disparada a melhor voz feminina do rádio paraense. Ela nasceu em um 6 de Setembro qualquer porque não se diz o ano de nascimento de uma mulher para não se saiba a idade dela. Heloísa é uma comunicadora eclética cujo talento influencia gerações de radialistas. Natural de Belém, iniciou sua carreira na Rádio Liberal AM em 1978.  Nos primeiros anos da década de 80 trabalhou na TV Guajará como repórter. Mas foi ainda na década de 70 que se tornou uma das fundadoras da 1ª emissora FM do estado do Pará, a Rauland, em 1979. É jornalista e Radialista.
Por anos, Huhn apresentou o Samba Suor e Cerveja. Esta roda de samba era imbatível na audiência. Heloísa passou também pela 99 FM. Mas atualmente trabalha como locutora na mais nova emissora do Sistema Liberal de Rádio, a Lib Music FM.
A partir de 2015, Helô passou a integrar também o time da Nova Rádio Liberal AM.




Sandro Valle - O Príncipe do Rádio

Sandro Valle é um dos maiores nomes da história do rádio paraense. Conhecido como o "Príncipe do Rádio", nasceu em 8 de julho de 1950. E nestes 63 anos, são 45 dedicados ao rádio. Natural de Belém, desde criança sonhava em ser radialista. Acompanhando a Era de Ouro do Rádio com a PRC-5 – Rádio Clube do Paré e Marajoara, Sandro tinha 18 anos quando iniciou como discotecário na extinta Guajará, na Av. Frutuoso Guimarães. Era 15 de Março. Com apenas alguns dias na emissora, substituiu um colega que apresentava um programa dominical, de 12h as 20h. Depois disso, passou a integrar o quadro de locutores também da TV Guajará, esta no edifício Manoel Pinto da Silva, a época.
Em 1970 entrou na Rádio Clube do Pará. “Tive que fazer vários testes para ingressar na emissora: gravou 8 textos comerciais, noticiário, roteiro musical” recorda ele ressaltando a convivência com os saudosos mestres Lourival Penalder, Edir Proença e Osmar Simões.
Sandro passou também pela Rádio Marajoara na década de 80. Neste período, o destaque entre os programas que apresentou foi “O Passado é uma Parada”, quando o empresário Carlos Santos, proprietário da emissora, diante do sucesso da atração mandou gravar até LPs, que foi sucesso de vendas.
Em 1 de Setembro de 1991 o Príncipe do Rádio mudou para a Rauland FM, a princípio como apresentador de uma atração matutina dividido em três sequencias: sucessos do momento, lambada ( sucesso estrondoso com Beto Barbosa e Banda Kaoma) e saudade. Não tardou muito e Sandro Valle assumiu o Flash 95 e lá se vão 22 anos a frente do programa, aos sábados e domingos. “A idéia do senhor Jair Ferreira, diretor da rádio, era que eu ficasse no programa porque estava sem apresentador, mas eu fiquei e não saí mais”, conta ele aos risos de quem tem um legado a deixar aos comunicadores que cresceram acompanhando sua voz marcante. A estes, Sandro Valle deixa um recado, ou melhor, uma lição: o sucesso no rádio está no talento e no respeito aos ouvintes.



Aldrin Gonçalves - Da Timidez para o sucesso

 De uma família de radialistas, Aldrin Heber Lages Gonçalves é irmão de Sívio Júnior e Arturo Gonçalves. Natural de Santarém, ainda criança fazia propaganda volante com o pai, João Sílvio e os irmãos. Ali foi a escola de Aldrin cuja primeira rádio onde trabalhou foi Carajas FM.
Outra emissora onde trabalhou foi a Liberal FM, mas a Belém FM e Diário FM também fazem parte da história de Aldrin. Mas foi na 99FM que ele se tornou sinônimo de sucesso há quase 3 décadas.

Atualmente apresenta com o DJ Alex o “Na Onda”. Trata-se de um programa super dinâmico, com os melhores “hits” paraenses. Muito tecno-brega e Tecno-Melody. A hora do almoço com o ouvinte curtindo o som do Pará, com muito humor, alto astral e a Agendas dos Principais show da Cidade, e Divulgação das Agendas das Principais Aparelhagens do Estado. Depois assume sozinho o comando do Rádio Show, de 14h as 17h. A atração tem perfil jovem, tocando os sucessos da parada, dicas da cidade, muito bom humor, distribuição de muitos prêmios e a participação do ouvinte que escolhe o sucesso do momento.
Entretanto ao lado de Márcio Rabelo resgatou o humor no rádio paraense com o quadro chamado “A Hora da Sacanagem”.
Quem diria que quando criança, sua mãe foi chamada até a escola por um professor preocupado com a timidez do menino principalmente para falar em público.








Alcyr Cruz - Dá de Dez

Alcyr Cruz trabalha na área de comunicação e marketing há mais de duas décadas. Locutor e Produtor Comercial. Possui uma produtora de áudio. Gravou e produziu discos de vários artistas, bandas e estilos. Trouxe para Belém a primeira loja especializada em DJ's do Brasil e atuou, também, como DJ. Entrou para a equipe do Sistema Liberal de Rádio como Produtor Comercial e logo depois foi convidado a integrar a equipe de Locutores da Liberal FM. Atualmente comanda os programas Liberal Dá de Dez, Tô Ligado e Liberal Dancing Club.
Antes da Rádio Liberal, comandou os programas Sweet Love e Club Mix da antiga Rádio jovem 100,9. Quantos djs e locutores não foram influenciados por ele nessa época? A comunicação jovem e dinâmica é a marca deste comunicador.











quarta-feira, 16 de abril de 2014

Paulo Fernando – Bad Boy

Nascido em 17 de Agosto de 1970, em Belém, Paulo Fernando dos Santos Ferreira é “Chumbo Grosso”. Esta expressão que dá nome a uma coluna que ele tem em uma rede social o define plenamente. Seus comentários no esporte não buscam agradar, e sim, dizer a verdade doa a quem doer.  Isto pode ser uma das marcas dede comunicador tão querido pelo público apaixonado por esporte. Independente da torcida, sua língua afiada ultrapassou os limites das narrações esportivas para chegar a TV e a internet e até a advocacia.
Equipe Clube pronta para as semifinais da Copa do Brasil.
Era 1994_ Copa do Mundo dos E.U.A. ­ ­_ quando na Rádio Marajoara AM, o Bad Boy deu o pontapé inicial em sua carreira. Antes disso, passou 2 meses como estagiário na Rádio Clube do Pará. Nesta época, a emissora não passava por um bom momento financeiro e por, isso Paulo Fernando foi dispensado. Chegando a Marajoara AM, cujo núcleo de esportes a época era comandado por Guilherme Guerreiro, sua contratação foi efetivada e ali as transmissões esportivas ganharam o estilo peculiar deste artista dos microfones. Paulo ficava na Sala Nacional e Internacional e depois guindado a setorista da Tuna Luso Brasileira, no início de 1995. O passo seguinte foi cobrir como setorista o dia-a-dia do Paysandu. No final deste ano, com a transferência de Guerreiro para a Rádio Clube AM, Bad Boy foi convidado a também mudar de emissora, onde permanece até hoje.
Expressões como “Abre o teu bocão!”, “Pombo com pombo e urubu com urubu” passaram a ser utilizados pela galera que acompanha futebol. Entretanto, uma frase criada pelo companheiro de transmissão Mauro Borges “Lisos abandonem o futebol” também se tornou muito popular.
Este advogado cujo talento vem de berço, filho de Fernando (Gogó de Ouro) e Renê Ferreira ainda tem muito a contribuir para o rádio pelo talento transpirante, habilidade de fazer o torcedor se sentir nas transmissões esportivas como se estivesse nas antigas gerais de estádio de futebol. Paulo Fernando também tem muito a ensinar, aos risos, a quem está iniciando na crônica esportiva. “Se gosta de passar o domingo com a família, churrasco no final de semana, almoçar com o papai é melhor nem abraçar esta carreira de jornalista esportivo porque se não vai complicar porque todo dia é trabalho, sem feriado”. 




  




sábado, 5 de abril de 2014

João Rodrigues - Janjão



João Rodrigues, o Janjão, escreveu seu nome na história do rádio entre os melhores do Pará. A voz padrão, o talento transpirante e a generosidade com os iniciantes compõe a personalidade deste paraense nascido em 6 de Novembro de 1952, em Belém.
Janjão iniciou a carreira em 1976 na extinta Guajará AM ao lado de Assis Filho, Zé Paulo e o lendário Paulo Ronaldo, entre outros. Com esta escola o locutor chegou a diretor da emissora onde peneirou outros grandes nomes do rádio paraense: Wladimir Costa, Sílvio Júnior, Nonato Pereira, Hélio Dória, etc.
Apaixonado por carnaval, João Rodrigues tem sua história confundida com a Folia de Momo. Aliás, por anos, Janjão venceu o concurso de Rei Momo. Além disto, como locutor dos desfiles, promotor de eventos com atrações nacionais, consolidou-se como referência carnavalesca na capital.
Mas voltando ao rádio, foi na Cultura FM que Janjão comandou por mais de 20 anos o Clube do Samba ao lado da amiga Lourdinha Bezerra. A contribuição deste programa é o incentivo ímpar a cultura musical do Pará, abrindo portas a artistas como Manga Verde, Meio Dia da Imperatriz e Marquinho Satã, etc. Embora tenha trabalhado também nas rádios Rauland, Marajoara, Floresta, Carajás, Província e até na Mundial –RJ. No final do primeiro semestre, Janjão voltou à Rádio Marajoara AM.
Sua voz inconfundível e aptidão publicitária pode ser conferida também em trabalhos feitos à agências publicitárias.
Nos últimos anos, problemas de saúde passaram a ser mais um obstáculo na vida deste valente guerreiro do microfone. Embora 2014 tenha praticamente iniciado com um grande golpe ao seu bem estar, é claro, que o apoio familiar lhe conduzirá a mais esta vitória. Pois Janjão ainda tem muito a ensinar às gerações futuras de rádio-apaixonados cuja admiração por este comunicador tem haver com um dos maiores sucessor de Roberto Carlos, Força Estranha:

“Eu vi muitos cabelos brancos
Na fronte do artista
O tempo não pára e no entanto
Ele nunca envelhece...
Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o sol, é o tempo, é a estrada
É o pé e é o chão...”.








































Oséias Silva - O memorável e querido Braguinha.

Nascido Oséias Batista Silva em 1933 (“Faz tempo pra caramba mas eu ainda me lembro”, diz ele aos risos). Começou fazendo show de humor em hospitais. E em 1961, quando era estagiário, na Rádio Marajoara AM, a emissora realizava um evento no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira localizado no então Bairro do Marco da Légua e com a ausência de Emílio Sebastião, o apresentador oficial, Oséias foi indicado a se apresentar. O sucessor da apresentação lhe rendeu uma oportunidade no programa infantil da emissora como titular, aos domingos.
O iniciante radialista gostava de acompanhar, às noites, o programa de auditório apresentado por Abílio Couceiro, o Rádio Divertimentos.
Naquele mesmo ano, depois de uma briga com  o diretor da Marajoara AM, Advaldo Castro, Couceiro se recusou a comandar a atração, quando Oséias, que aguardava no auditório lotado, o início da atração, foi mandado por Castro a ir até sua casa vestir um paletó que naquele dia seria o apresentador. Apesar de receoso por se tratar de um show com ingressos pagos, um público mais exigente, o que era diferente do formato infantil, Oséias Silva apresentou o programa transmitido pela rádio.  “E para piorar o nervosismo, naquele dia havia uma atração musical nacional no programa que estava em Belém por conta do Círio”, recorda-se.
Quando foi chamado a comparecer a sala do diretor geral da emissora, Milton Trindade, que anos depois seria Senador do Pará, pensava que seria demitido mas foi surpreendido pela contratação e o aumento do salário em 100%. Na época, Oséias ganhava C$ 100 (cem cruzeiros). Ali começava sua carreira como animador de auditório. Mas também passou pela madrugada, domingos a tarde, sempre fazendo sucesso com uma locução alegre e tendo como característica principal o bom humor. Foi assim que surgiu seu principal personagem no rádio e na TV, o Braguinha. O personagem era um mentiroso habitual que a cada mentira contada era perturbado por sua consciência. O estrondoso sucesso lhe rendeu mais popularidade, resultando até numa bem sucedida carreira política.
Oséias ficou na Rádio Marajoara até 1980 quando a emissora foi vendida para o deputado Manoel Ribeiro. Foi para a Rádio Clube AM. Mas três anos depois quando o empresário e radialista Carlos Santos comprou a Marajoara, Oséias Silva foi convidado a retornar a sua antiga casa, onde permaneceu até se aposentar em 2006.