segunda-feira, 24 de março de 2014

Markinho Pinheiro


Com Valmireco e Magela
Iniciou carreira no rádio em 1987, na Rádio Liberal FM. Na Rádio Cidade Pinheiro trabalhou cobrindo a folga dos locutores. Ainda nessa rádio chegou a apresentar um programa de grande audiência: “Sucessos da Cidade”. Marcos apresentou também o programa “Zoando nas Ruas”, da Rádio LiberaL. Trabalhou em diversas rádios em Belém. Foi locutor durante 3 anos em uma emissora de Rádio em Brasília. Atualmente é Jornalista, cerimonialista e apresentador. O orgulho da Pedreira faz parte da equipe de locutores da Rádio Liberal FM há mais de 15 anos.
Xandão e Markinho Pinheiro , nos anos 90 pela 99 Fm, no Carnabelém

José Guilherme Silva Ribeiro


Desde jovem o radialista teve envolvimento com a política e na década de 70 lançou candidatura para vereador. Se elegeu durante os períodos de 70 a 72 e 72 a74, na Capital. Em 74 se elegeu deputado estadual, reelegendo-se em 1978.
Zé Guilherme teve como primeiro partido o popular Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e foi um dos radialistas mais votados da história do rádio paraense.
O radialista atuou ainda num dos programas de maior sucesso da Rádio Marajoara: “A patrulha da cidade”.
A exclusividade da notícia exigia muito do rádio-repórter. Em junho de 1963, José Travassos ficou cerca de uma semana de plantão na Rádio Guajará, chegando até a ficar barbado, para ser o primeiro a divulgar a morte do Papa João XXIII, cujo estado de saúde era grave. Travassos obtinha as informações da Rádio do Vaticano, em Roma, que veiculava de hora em hora boletins em vários idiomas sobre o quadro clínico do Papa. Numa dessas ocasiões, a Rádio estava transmitindo em espanhol, quando anunciou a morte de João XXIII. Travassos, que entendia um pouco do idioma, ganhou as glórias do furo. 



Kzan Lourenço - O Capitão Furacão

Começou em rádio em 1963 na Rádio Marajoara. Já trabalhou na Rádio Liberal, Guajará e Rauland. Na década de 80 apresentou um programa de grande sucesso na Rádio Rauland, o “Alô Belém, Meu Amor”. Posteriormente retornou para Rádio Marajoara. Kzan atuou ainda na política, em 1986 foi eleito deputado estadual pelo PDS.
Mas o início da trajetória de Kzan foi na TV. Era Fevereiro de 1967 quando ele foi convidado a participar dos testes para a escolha do apresentador do programa Capitão Furacão na TV Guajará canal 4, que seria inaugurada no mês seguinte.
O comunicador procurou a direção do programa e em março estreou aos 26 anos de idade, interpretando o velho Lobo do Mar Capitão Furacão, um programa infantil com participação de crianças no estúdio e com o apoio maravilhoso de nossa Marinha Brasileira cedendo a Corveta Iguatemi, para passeios na baía do Guajará.
 Kzan se despediu do rádio na Rauland FM quando apresentava o Showriso Musical. Era o final dos anos 90 quando este grande nome do rádio se despediu de seus ouvintes. No início de 2003, a saudade se fez presente quando ele se calou para sempre. O destino lhe reservou uma despedida discreta  para que os fãs do famoso Capitão Furacão não sofressem.

Iracema Oliveira - a dama do rádio e da radio dramaturgia


A vida artística de Iracema Oliveira começou ainda na sua infância. Com apenas 8 anos de idade já acompanhava o pai – o compositor Francisco Oliveira, o Velho Chico – em grupos juninos como os de cordões de pássaros. Aos 15 anos Iracema decidiu fazer um teste na Rádio Clube para ser radioatriz. Aprovada e se preparando para estrear, leu o anúncio de que a Rádio Marajoara iria abrir vagas para compor seu casting de radioatores e radioatrizes. Se inscreveu e na semana que estrearia na Clube recebeu a notícia de que havia passado na Marajoara. A opção pela segunda rádio foi por um motivo simples: a Clube já havia consagrado seus ídolos do rádio, na Marajoara Iracema conquistaria seu próprio espaço.
Na Marajoara Iracema ganhou não só espaço, mas também reconhecimento. Como radioatriz, locutora e cantora, na década de 70, Iracema chegou a ser considerada a “Rainha do Rádio Paraense”, apelido dado pelos colegas de trabalho.
Outro ponto de destaque na carreira da Iracema Oliveira foi o seu trabalho como secretária de Paulo Ronaldo. Este, grande nome do radiojornalismo policial que fez sucesso nas rádios Guajará, Marajoara e Liberal.
Com mais de 50 anos de rádio, Iracema afirma que o rádio ainda é o maior veículo de comunicação de massa, mas que perdeu seu formato original – o caráter educativo – que antes possuía.

Fonte: O Pará nas ondas do Rádio
Com um dos seus milhares de fãs, o também radialista Sílvio Júnior




Carlos Cidon

Começou no rádio por meio de um concurso na Rádio Guajará no final da década de 50. Sua paixão por rádio começou ainda na escola, onde fora envolvido com a política estudantil que acabou aproximando-o do rádio.
Cidon começou na época dos locutores comerciais, que apresentavam as músicas, os programas, e os comerciais da programação. Depois passou a trabalhar em cobertura esportiva.
O radialista passou pelas rádios Clube, Marajoara e Liberal. Cidon viveu num período difícil para o rádio: a censura do regime militar de 1960 e a efervescência política da Revolução de 64. Mesmo com esse contexto conturbado, houve programas de destaque, como o “Ouça e Escolha” e “As aulas do professor Cazuza”, além dos programas musicais que traziam trilhas sonoras dos filmes do cinema.
Por muitos anos Cidon foi a voz oficial da equipe esportiva da Rádio Liberal: leu noticiários, fez comentários e apresentava programas. Em abril do ano de 2000, Carlos Cidon foi internado às pressas com fortes dores no coração. Em maio do mesmo ano veio a morte enquanto o radialista tomava café com sua esposa, ainda no Hospital, no dia de sua saída.

Radio Liberal em 1980 - Waldir Oliveira, Guarany Júnior, Ivo Amaral, Adonay do Socorro, Meireles Fayal, Márcio Lages, Carlos Cidon e Reinaldo Vieira

Fonte: O Pará nas Ondas do Rádio