quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Mauro Borges - o Fera

José Mauro Cláudio Borges é o nome desse cearense de Aracati nascido em 19 de Novembro de 1959. Com bom humor ele escreveu seu nome na história do rádio paraense.
Trata-se de um dos grandes expoentes da locução esportiva do Pará que iniciou na Guajará FM em 1985. Nesta época ele era “Freelancer” que cobria o dia-a-dia de bairros, feiras e polícia. Entretanto, há 25 anos está na Rádio Clube AM.
Mauro Borges, também conhecido como “o Fera”, acompanhou momentos históricos do futebol, não apenas paraense, como também nacional. Entretanto, são nos feitos dos clubes locais que estão suas melhores lembranças, entre elas, o título de Campeã Brasileira da Série B que a Tuna Luso conquistou em 1992. “Acompanhei a todos os jogos da Elite do Norte e também me emocionei no gol do título feito por Juninho contra o Fluminense de Feira de Santana(Ba). Aquela equipe era formada também Ageu Sabiá, Júnior, Ondino, Mário Vigia, Dema, Altemir, entre outras feras” conta o radialista que ainda conta: “Eu também era assessor de imprensa do clube”.
Mauro Borges também acompanhou a os tempos áureos do Clube do Remo quando o acreano Artur despontou para o futebol e foi parar em Portugal. Nesta época, o Leão de Antonio Baena, além do Rei Artur, tinha o Luciano Viana, Agnaldo, Ney, Belterra, entre outros, nas campanhas do Tri Campeonato Paraense. Era a virada dos anos 80 para 90.
Nesta época Borges também acompanhou, no âmbito nacional jogos dos grandes clubes como Botafogo, Flamengo e mais a Seleção Brasileira.

O vencedor

Mauro Borges é um vencedor na vida, no rádio, no esporte. E não apenas no futebol, pois, outra modalidade esportiva pela qual o Fera é aficionado é o boxe. Foi inclusive como pugilista que este também ex-policial viajou para o Chile, Argentina e na Bicampeã olímpica Cuba, esta última a maior escola do mundo neste esporte. Embora atualmente Mauro Borges também seja muito envolvido com o MMA, onde convive com grandes nomes. Exemplo, Luís Sapo, outro paraense de referencia internacional. Não a toa, Maurto Borges é “O Fera”.
  
 




















sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Eloy Santos - O Rei do Rádio

Começou sua carreira radiofônica aos 17 anos, no serviço de auto-falante de rua da Rádio Rauland FM na década de 50. Esse era o trabalho de Eloy no horário da manhã, à noite trabalhava como taxista. A partir da década de 60, já na Rádio Clube do Pará, Eloy ingressou no programa “Calendário Social Brasil” , e tempos depois passou a apresentar o “Crônica Social”, fazendo o registro de aniversários, casamentos e outros acontecimentos sociais; ambos os programas fizeram grande sucesso.

Eloy foi destaque em todas as rádios que trabalhou, como Marajoara, Liberal e Rádio Clube. Sempre polêmico, atuou em programas como: “Eloy Santos Show” e “A hora e a vez do boêmio”.
Paralelamente ao rádio, Eloy atuava na política: em 1982 foi eleito deputado estadual e 1988 vereador. Mesmo tendo ocupado cargos políticos somente na década de 80, seu ingresso na política veio antes. Na década de 70 o radialista filiou-se à ARENA, partido do então governador do Estado. Desde que recebera o primeiro cargo político, Eloy modificou seu estilo no rádio: o caráter descompromissado deu lugar a uma forte conotação política.
Eloy viveu no período do rádio belenense que ainda não vigorava a lei 9.504, que afasta os comunicadores (que são candidatos a cargos políticos) de seus programas três meses antes das eleições. Lei essa que, segundo o próprio Eloy, o impediu de assumir uma vaga na Câmara Municipal de Belém nas eleições de 2000. Eloy atuou ainda como dirigente do Sindicato dos Radialistas do Pará no início da década de 90
O radialista foi morto após um acidente na Avenida Alcindo Cacela, próximo da Avenida Pedro Miranda, por volta do meio-dia em 04 de Abril de 2007. Eloy foi atropelado por um motociclista, que não prestou socorro, de acordo com testemunhas. Ele chegou a ser levado para um Hospital particular de emergência na Doca de Souza Franco, mas não resistiu ao traumatismo craniano.


Fonte: O LIVRO O PARÁ NAS ONDAS DO RÁDIO - O projeto, coordenado pela Profa. Dra. Luciana Miranda Costa, da Faculdade de Comunicação da UFPA - apoio do PROINT/UFPA








quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Voz de Sílvio Júnior


João Silvio Pereira de Pinho Gonçalves Júnior até os 16 anos era Júnior, depois passou a ser chamado de J. Jr e mais tarde Jotinha. Embora para os íntimos seja chamado de apenas de Sílvio, o filho mais novo dos santarenos João Sílvio Gonçalves e Dona Maria José, escreveu seu nome no rádio paraense como Sílvio Júnior. Assim como os irmãos Aldrin e Arturo foi ajudando o pai na propaganda volante que se aprimorou a voz mais refinada e requisitada da família que mais contribuiu em quantidade de talentosos de locutores para o rádio paraense.Criativo e habilidoso para fazer amigos, facilmente Sílvio seria um grande comerciante. Entretanto o talento para comunicação estava no sangue. E foi ainda criança na Rádio Guarany FM de Santarém que ele deu os primeiros passos nos microfones.
Com o tempo, Santarém tinha ficado pequena para o talento de Sílvio Júnior. E ao se mudar para Belém, foi para as madrugadas da Cidade Morena (depois Rádio Cidade, hoje Jovem Pan) em 1984 para substituir Hélio Dória que junto com Heloisa Humm estava indo para Carajás dirigir a FM 99,9 MHz. Com Dória, Sílvio também aprendeu a operar uma mesa de áudio. Depois, foi para Liberal FM onde ficou até 1991 quando a convite do diretor Jones Lara Tavares se transferiu para a Rádio Jovem 100,9 (atual Mix FM). Ali o time de locutores do era formado por Valmir Rodrigues, Hélio Dória, Sérgio Murilo, André Luiz, Nonato Pereira, Saulo Teixeira, Alcyr Cruz e Heraldo Ramos_ também vocalista de grande sucesso como a banda Fruta Quente.
Ainda passaria pela Cultura FM, Benevides FM. Atualmente, a publicidade aluga a voz de Sílvio Júnior em paralelo com o Projeto Biizu de Mídias Populares.
Tanto talento, deixaria o velho Silvio Gonçalves orgulhoso. Realmente fez escola na família o talento que despontou em meados dos anos 60 quando este era o locutor mais festejado na Rádio Clube de Santarém com o programa que movimentava a cidade com A Maloca do Barbudinho, um espaço onde ele já fazia em Santarém programas de auditório.